Luxemburgo de saia

Não, não estou de luto pelo resultado da eleição. Não adianta nada, e não é sofrendo parado que as coisas se resolvem. No final das contas, aconteceu o previsto. A moça está eleita e agora é necessário que cada um vista um pouco do espírito de Pollyanna e torça, pelo menos, para que dê certo.

Para mim, e para muitos que conheço, essa foi a eleição do não quero contra o que não gostaria. E pelo baixo nível de campanha de parte a parte no segundo turno, se transformou no que não quero de jeito nenhum contra o que não quero. Fiquei sinceramente decepcionado. Mas aí vem aquela frase que um dia deixaram aqui nos comentários: “o povo não tem o governo que merece, tem o governo que consegue alcançar”.

Não acredito que Dilma seja capaz de fazer um bom governo. Aliás, acho que lá pelo meio do ano que vem é que vamos descobrir o que é herança maldita de verdade, quando os buracos começarem a aparecer e as bombas começarem a estourar. No fundo, torço para que esteja profundamente errado, para queimar não só a língua. Torço para queimar o corpo inteiro.

Durante toda a campanha, oficial ou não, ouvi, vi, li de tudo um pouco. Das previsões mais otimistas às mais catastróficas, que incluem a possibilidade da moça sequer terminar seu mandato, num acordão que lhe permita tirar uma licença médica lá pelo segundo ano de mandato ao invés de ser derrubada da carreira. Sinceramente, não acredito nisso.

O problema da turma que está aí, pelo menos foi uma das coisas que mais me incomodou durante toda a campanha (sem contar a tendência ao totalitarismo e a alma revanchista naturais dos ‘revolucionários’), foi a postura e o velho discurso da mídia golpista, da elite golpista, de qualquer etc. golpista com o qual se nomeia qualquer um ou qualquer coisa que vá contra o que eles pensam.

Infelizmente, parecem que não entenderam que disputar eleições não é golpe, não entenderam que mostrar erros não é golpe, apontar problemas não é golpe, discordar não é golpe. Felizmente, tudo isso faz parte do que eles adoram chamar de processo democrático. Desde que a favor deles. Pois é bom que aprendam que o contrário também é democrático. E infelizmente, contar mentiras como as duas campanhas fizeram também é democrático.

Meu problema com Dilma é que não acredito que será bom para o Brasil. Da mesma maneira que não consigo ver um bom futuro, a médio e longo prazo, para o Flamengo sob tutela de Luxemburgo. E quem entende de bola sabe do que estou falando.

Mas o que importa é que a moça está eleita. E vai governar. Então, cabe a nós – a essa altura -, além de torcer para que dê certo, tentar nos tornar cidadãos um tanto melhores. Para, quem sabe um dia, podermos ter governantes melhores. Aliás, mais do que isso, mais opções de governantes melhores. Boa sorte pra todo mundo.

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Um comentário em “Luxemburgo de saia

  1. Maldito seja o povo que produz governos pelos quais precise torcer depois. Estou fora da torcida. Acho que vai ser um péssimo governo, como foi o de Lula. Ponto. Só não viu quem não quis, ou seja, infelizmente uma minoria grande o suficiente para elegê-la.

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