Tudo aberto, quem merece ser campeão?

E bastou uma corrida para que todo mundo que se mete a fazer qualquer comentário sobre Fórmula 1, de certa forma, quebrasse a cara.

Se depois da prova disputada em Spa-Francorchamps, na Bélgica, a opinião quase unânime era de que o campeonato apontava para a disputa apenas entre Webber e Hamilton, bastou uma nova corrida para o cenário mudar quase completamente.

Do GP da Itália, no último domingo, apenas três destaques de verdade. O trabalho fantástico da Ferrari ao devolver a Alonso a liderança perdida na largada, a estratégia nada usual de Vettel fazendo sua parada na última volta para terminar em quarto e o acidente da largada, que tirou Hamilton da prova. Soma-se o mau resultado de Webber, chegando apenas em sexto, e temos cinco pilotos lutando pelo título de novo.

Apenas 24 pontos separam Sebastian Vettel, o quinto colocado, do líder Mark Webber, faltando cinco provas em que a vitória vale 25 pontos. E então, alguém vai voltar arriscar, nessa altura, o que vai acontecer? Minha aposta (e torcida, vá lá) ainda é pelo australiano da Red Bull.

Curiosidade

Uma das novidades do campeonato deste ano foi o novo sistema de pontuação, que pretendia valorizar as vitórias. Quando a mudança foi anunciada, muita gente fez contas de campeonatos passados e chegou-se a dizer a novidade não faria lá muita diferença. E aí, com mais de dois terços da temporada cumprida resolvi fazer um teste. E não é que eu descobri que se o campeonato terminasse hoje, teríamos um campeão pelo sistema atual e outro pelo sistema anterior?

Se vocês clicarem na tabela abaixo, poderão vê-la ampliada. Nas faixas laranjas (ou algo assim), as pontuações de cada um pelo sistema antigo (10-8-6-5…); nas brancas, as contas atuais (25-18-15-12…). De uma maneira, a anterior, Lewis Hamilton seria o líder com um ponto de vantagem (75 a 74) sobre Webber; de outra, sabemos que a vantagem do australiano sobre o inglês é de cinco pontos. Os outros três que estão na briga ocupariam as mesmas posições, com o detalhe que de um jeito Alonso venceria Button nos critérios do desempate contra os 11 pontos de diferença da conta real.

E se a intenção da FIA era valorizar a vitória, Webber venceu quatro vezes contra três vitórias de Hamilton.

E outra curiosidade dessa tabela insana é que os quadros verdes marcam quando o líder após cada corrida seria o mesmo, independente do sistema. Por exclusão, os azuis mostram a possibilidade de líderes diferentes. É claro que se, daqui pra frente, um dos pilotos emplacarem duas ou três vitórias, o resultado em qualquer dos sistemas tende a ser o mesmo. Mas achei bom ver a possibilidade.

Eu sempre achei que a regularidade deveria ser um dos pontos fortes de um campeão de F1 ou qualquer outra categoria, mas saber que já houve um campeão, Keke Rosberg, que venceu apenas uma corrida no ano me incomodava. Então, parece que a solução encontrada foi boa mesmo. Confiramos no final do ano.

Anúncios

Um comentário em “Tudo aberto, quem merece ser campeão?

Comente

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s