Pista de verdade, corrida de verdade

Uma pena que a corrida festiva de Barrichelo tenha terminado logo na primeira volta. Pena porque dava pinta que faria um bom resultado, o carro tem sido efetivamente consistente. Uma pena porque, da maneira que a prova se desenhou, Rubens poderia ter alcançado um excelente resultado.

Além da nota triste para o piloto brasileiro, o final de semana belga – pela enésima vez – confirmou que o primeiro item para se ter uma boa corrida é ter uma boa pista. Se, como em Spa, o clima aprontar, melhor ainda.

Entre os cinco que (ainda) lutam pelo título, o primeiro destaque vai para Alonso, que teve corrida pra apagar da história. Abalroado por Barrichello na primeira volta, foi aos boxes para consertar o carro e aproveitou, com a chuva chegando, para colocar pneus intermediários. Deu azar, porque a chuva no início foi apenas para dar um tempero e parou logo. O espanhol precisou retrocar pneus. Partiu como um louco do fundo do pelotão e fez uma belíssima prova até que, com a água que voltou no final, pisou além da zebra, bateu e deu adeus à disputa. Ainda tem chances, mas muito remotas. A não ser que os quatro que estão à frente tenham – pelo menos – dois finais de semana desastrados entre os seis que faltam para o campeonato.

O segundo destaque foi o acidente entre Vettel e Button. Muita gente tentou sacrificar o jovem alemão que, por erros bobos, está desperdiçando o campeonato. No acidente do domingo, no entanto, não vi tanta culpa do garoto. Ele estava lutando por posição, entrou no vácuo e… Várias possibilidades. Uma pequena tirada de pé de Button um pouco antes da hora obrigaria Vettel a tirar o carro de repente, de maneira brusca ao ponto de perder seu controle? Ao tirar o carro para tentar a ultrapassagem, a combinação perda de pressão aerodinâmica e pista úmida o fez perder o controle? Na verdade, não importa muito, foi mesmo um acidente de corrida e puni-lo por isso soa como um aviso da FIA para que os pilotos não tentem ultrapassar ou fazer qualquer manobra mais arriscada.

No final Button saiu da prova, como Alonso, e Vettel não pontuou. Como o espanhol, ainda têm chances, mas dependem de problemas dos dois que estão à frente.

E aí, vamos ao que interessa: com o resultado de Spa – e caso nada de anormal aconteça nas próximas provas -, o campeonato tende a ficar polarizado entre Hamilton, novo líder, e Webber. McLaren já deposita suas fichas no jovem campeão e já aponta o australiano como grande adversário. Curiosamente, apesar da distância de 28 pontos entre seus pilotos, avisou que ainda não vai priorizar ninguém. Surreal? Talvez. No fundo, mais uma confirmação de que o queridinho da equipe é mesmo Vettel. Mas Helmut Marko precisa entender que para tudo há limites, inclusive a teimosia. Ou corre o risco de perder o campeonato mais ganho dos últimos anos.

No mais, esperar duas semanas por Monza, a pista mais rápida do ano, mais um circuito clássico. Historicamente, uma corrida seca. Ou seja, motores e pneus serão fundamentais. Sinceramente, estou torcendo pelo título de Webber.

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Um comentário em “Pista de verdade, corrida de verdade

  1. Corrida boa é cheia de confusão, no sentido esportivo, e com pilotos babando para ultrapassar. Mas entre vir babando para ultrapassar e ser afobado vai uma distância enorme. Ainda acho que o Vettel c*gou no pau de novo…

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