O chefe novo

Domingo, o Flamengo contabilizou mais um vexame para sua coleção que – desde o início do ano – voltou a crescer. O problema não é perder o jogo para o Guarani em Campinas. O problema é como perder qualquer jogo para qualquer um. Sou daqueles que acreditam que nem o Flamengo nem qualquer outro time do mundo tem a obrigação de vencer. Mas todo e qualquer atleta, seja lá de que modalidade for, tem a obrigação de tentar vencer até o fim, de honrar as camisas e cores que defendem e – o mais importante – honrar o espírito esportivo.

E o Flamengo, como qualquer time que é capaz de fazer isso de vez em quando, mereceu perder pifiamente como aconteceu, pois abdicou da tentativa de vencer.

Mas não é exatamente sobre isso que vou falar. Afinal, a boa nova da semana é que nos livramos do “técnico” Rogério. E ontem, o novo ocupante do cargo foi apresentado aos jogadores.

Silas foi um bom meio campo do São Paulo e formou no time de menudos do tricolos, ao lado de Muller e Sidney, além de já veteranos como Careca. Como técnico, é novo na profissão e o Flamengo será o seu quarto clube.

Apesar do pouco tempo de carreira, já conseguiu alguns bons resultados e algumas polêmicas, como a acusação de privilegiar os atletas de cristo na sua passagem pelo Grêmio.

Bom, não vou cornetar. Pelo menos por enquanto. Tenho minhas desconfianças sobre o sujeito, mas é inegável que ele é melhor que Rogério. Até porque… É um técnico jovem, uma aposta, que chega trazendo boa parte de uma nova comissão técnica. Se vai dar certo ou não, vamos ver em breve.

Vou torcer muito, como sempre. Faltando pouco mais de um turno para o final do campeonato brasileiro, se ele conseguir levar o time da 13ª posição à disputa da ponta, mesmo que não vença será quase elevado a herói. Em compensação, se em duas ou três partidas as coisas não melhorarem, a chapa vai esquentar. Ele, Zico e Patrícia Amorim sabem disso. Boa sorte.

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Um comentário em “O chefe novo

  1. Ih, Gustavo, engraçado como um post pode revirar a memória da gente.

    Se ela não está falhando (lá se vão 20 anos!), tive oportunidade de conhecer o Silas quando meu padrinho era vivo e trabalhava em TV e produzindo vídeos. Fazia um trabalho para ou sobre os Atletas de Cristo, no Hotel Sheraton. Estavam lá o Silas, Jorginho e Bismarck – Caraca! Bismarck!!!

    E algumas coisas colam no ouvido. Lembro do início da música que eles cantavam até hoje… “No jogo final, entre a morte e a vida, apenas um time vai ser campeão…”.

    Para dar a notícia mais completa: fui pesquisar, o nome da música é Entrosando o Time e o autor é Aristeu Pires Jr. Achei um vídeo da época do lançamento do disco do autor, gravado no canecão em 1990, para quem tiver curiosidade: http://www.youtube.com/watch?v=iodosNeO_ZY

    Recordar é viver…

    Abraços.

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