300


E finalmente volto a falar de coisas amenas. Porque depois das férias de verão, na Europa claro, a F1 volta à pista nesse final de semana. Em Spa, um dos últimos circuitos de verdade que restaram na temporada. Faltam sete corridas para o fim do campeonato e 20 pontos separam os cinco primeiros colocados. Mas neste final de semana, isso quase não é importante.

Rubens Barrichello (até hoje ainda não tenho certeza se é com um ou dois eles) alcançará a marca de 300 GP disputados. São 17 anos na categoria e, pelo andar da carruagem, o veremos em pelo menos mais um, pois já está com o contrato de renovação com a Williams praticamente assinado.

O tema será mais do que explorado ao longo do final de semana em todos os sites, TV e jornais, especializados ou não, que cobrem a F1. Então não vou tentar falar nenhuma novidade, notícias quentes vocês devem procurar por aí.

Poderia também, falar sobre a língua e o temperamento que se permitiu transformar no herdeiro e substituto de Senna, poderia falar de sua má sorte assustadora, poderia reclamar de novo do ufanismo surreal da Globo e de Galvão Bueno que há décadas presta um enorme desserviço ao brasileiro que gosta de qualquer esporte, torcendo ao invés de informar e formar novos amantes do esporte.

A verdade é que Rubinho é e sempre foi um puta dum piloto. Muito melhor, por exemplo, que Damon Hill que chegou a ser campeão mundial. Não é por acaso que está até hoje na categoria.

Guardo dois momentos especiais da carreira de Rubens. O primeiro, em seu ano de estréia, pela Jordan. Na corrida que dizem que Senna fez a melhor primeira volta da história, quando largou em quarto, caiu pra quinto e terminou o primeiro giro já na liderança. Donington Park, 1993, sob chuva. Barrichello largou em 12º e terminou a primeira volta em quarto.

O segundo foi a primeira vitória de Rubens na F1, em Hockenheim, em 2000. A prova ainda era disputada no traçado antigo, com suas enormes retas e em meio à Floresta Negra. A prova foi um tanto confusa, com entrada do safety car e até um invasor, mas a vitória foi marcada pela decisão de Barrichello por ficar na pista, com pneu para pista seca, quando começou a chover.

Apesar da decisão arriscada, Rubinho não tem nada de louco. Como o circuito era enorme, chovia em uma pequena parte, ao redor do estádio e próximo dos boxes, mas em toda a área da floresta a pista continuava seca. Todo mundo parou e o brasileiro se beneficiou por estar com pneus mais adequados aos trechos de maior velocidade. Só precisava se manter no traçado, mesmo que a passo de cágado, onde estava chovendo, justamente onde era mais difícil pelo número de curvas mas onde perderia menos tempo.

Além disso, os pilotos que trocaram pneus, tinham um grande desgaste na pista seca e também não conseguiam forçar a aproximação no trecho molhado. Como se fosse pouco, vale lembrar que Rubinho largou em 18º. Resumindo, uma corrida pra história.

Pra lembrar, um vídeo com as últimas quatro voltas daquela corrida e, o melhor, sem a narração do Galvão. Só não sei se vocês vão entender alguma coisa…

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