Crônica de uma morte anunciada. Ou não.

Como o Octávio disse em comentário do post anterior, meus RSS estão funcionando. Ontem ele me deu a dica do texto da Miriam, hoje recebi o texto abaixo de outro amigo que, por algumas circunstâncias, nem citarei o nome (se quiser, se apresenta nos comentários).

Bela análise do nosso cenário eleitoral, infelizmente a confirmação de nosso futuro sombrio. Provavelmente, e por apoiar abertamente o governo que está aí e sua candidata, sua intenção é me dizer que não adianta discutir muito, algo como “nem perca seu tempo”. Apenas um achismo, ainda não sei ler mentes.

Mas apesar do cenário terrível que o texto tenta confirmar, algo como uma crônica de uma morte anunciada, sou um esperançoso. E sem qualquer tietagem ou sentimentalismo estúpido, me apego à onda de Mr. Obama e seu Yes, we can.

Apesar de toda a força da máquina, apesar da moça que tem dificuldade de sorrir ter três minutos a mais de propaganda eleitoral (em TV, uma eternidade) que o segundo colocado nas pesquisas, apesar do curral construído ao longo dos últimos sete anos e meio, apesar de tudo enfim, ainda acredito que é possível criar uma mobilização capaz de derrotá-la.

Então, o que peço à meia dúzia de três ou quatro amigos que têm o hábito de passar por aqui é que leiam o texto com atenção, entendam a gravidade da situação e comecem a se mexer.

Eleições 2010: especialista em pesquisas faz previsões sombrias para Serra

Na análise distribuída aos seus clientes, Almeida, que é e autor do livro “A Cabeça do Eleitor”, faz carga contra a estratégia de marketing de Serra. Para ele, repete os mesmos erros da campanha do tucano Geraldo Alckmin em 2006 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (a equipe de comunicação das duas campanhas é a mesma, liderada pelo jornalista Luiz Gonzalez)

O cientista político Alberto Carlos de Almeida, sócio-diretor do Instituto Análise e autor do livro “A Cabeça do Eleitor”, está distribuindo para seus clientes uma análise, em inglês, com previsões catastróficas para a campanha do candidato tucano, José Serra.

Para Almeida, que já foi visto como muito próximo aos tucanos, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tende a vencer a eleição no primeiro turno e por uma lavada de votos em relação a Serra – uma vantagem de 15 a 20 pontos percentuais.

Na análise distribuída aos seus clientes, Almeida faz carga contra a estratégia de marketing de Serra. Para ele, repete os mesmos erros da campanha do tucano Geraldo Alckmin em 2006 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (a equipe de comunicação das duas campanhas é a mesma, liderada pelo jornalista Luiz Gonzalez).

Em 2006, segundo pesquisas feitas pelo Instituto Análise, Alckmin era visto pelos eleitores como o mais experiente, o mais preparado para o cargo e o mais comprometido em resolver os problemas da saúde pública.

Mesmo assim, perdeu, por uma margem de 20 pontos, a eleição para Lula porque o presidente era visto como o candidato que entendia os problemas dos pobres e iria aumentar a capacidade de consumo.

O mesmo padrão de imagem dos candidatos, segundo a análise de Almeida, está se repetindo agora na eleição de 2010. Serra é percebido como mais preparado e experiente do que Dilma e também como o mais empenhado com a questão da saúde. Mas a petista teria adquirido a imagem imbatível de que é a candidata que vai colocar mais dinheiro no bolso dos eleitores.

Arko Advice: Dilma tem potencial para chegar a quase 70% dos votos
Em outro estudo, colocado disponível, na última segunda-feira (9), a respeitada consultoria política, Arko Advice, fez uma análise sobre até que ponto o presidente Lula consegue transferir seus votos para sua candidata, Dilma Rousseff.

Para calcular o potencial de transferência de voto do presidente Lula, a Arko Advice analisou o que Lula conseguiu transferir para ele mesmo em 2006 quando disputou a reeleição.

“Importante frisar que dificilmente Lula conseguirá transferir para a sua candidata 100% do seu prestígio, já que não conseguiu nem para si este feito em 2006”, adverte a consultoria.

Em agosto daquele ano, segundo pesquisa Ibope (7 a 9 de agosto), Lula tinha 46% das intenções de voto. Nesse mesmo período, 56% dos eleitores afirmavam que aprovavam o seu governo. Ou seja, a cada 1,21 eleitor que aprovava seu governo, 1 votou no presidente.

Hoje, de acordo com a última pesquisa Ibope (2 a 5 de agosto), 85% dos eleitores aprovam o governo Lula. Assim, no melhor cenário possível onde ele consiga transferir todo o seu prestígio para Dilma, ele chegaria a 69,82% dos votos.

Considerando que Dilma tem, segundo o mesmo levantamento, 39% dos votos, ela ainda tem potencial para conquistar mais 30% dos votos. Vale ressaltar que, de acordo com último levantamento do Datafolha, 24% dos eleitores ainda não sabem quem é a candidata do presidente.

Ainda de acordo com essas projeções, Dilma ainda tem potencial para crescer em todas as regiões do País. No Nordeste, por exemplo, onde a aprovação do governo atinge 91%, Dilma pode sair dos atuais 46% para 81,24% em um cenário onde Lula consiga transferir para ela todo seu prestígio.

Até mesmo nas regiões Sul e Sudeste, onde José Serra (PSDB) é mais forte, ainda há espaço para crescimento.

Na avaliação da Arko, Lula ainda não atingiu seu limite de transferência. Ela ainda tem potencial para crescer mais considerando que:
1) o governo tende a continuar bem avaliado;
2) Lula deve envolver-se ainda mais na campanha;
3) Dilma terá mais tempo de TV do que Serra;
4) desde que começou a campanha, Dilma tem apresentado melhor performance nas pesquisas; e
5) Dilma recebe mais doações que Serra.

“No que pese a imprevisibilidade de qualquer eleição, este quadro reforça nossa avaliação sobre o favoritismo de Dilma”, diz a empresa de consultoria. (Fontes: Blog da revista Época e Brasília em Tempo Real)

Fonte: DIAP

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3 comentários em “Crônica de uma morte anunciada. Ou não.

  1. Amigão esse, hein?
    .
    Imagino que “forças ocultas” serão essas a impedir que você assuma essa “amizade” no post. Vou acreditar que é para preservar a “fonte” e a “amizade”…
    .
    Quer dizer que, se seu “amigo” te deu este texto em resposta ao outro no contexto que você citou, então para ele não interessa o conteúdo da outra mensagem, não interessa o fato de que sim, nas duas eleições o candidato mais preparado – e honesto – vai perder. Ele te deu o texto one isso é afirmado categoricamente. Interessa só que está tudo dominado, “perdeu, mermão” e mãos ao alto e boca fechada.
    .
    Levante-se diga para o seu “amigo”: Vá à merda antes que eu me esqueça! – em alto e bom som!
    .
    Se ele for seu amigo, vocês vão tomar um chopp depois e rir juntos. Se não for, eu te convido.
    .
    Não existe mal necessário. Um abraço

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    1. 1. Preservar a fonte, sim;
      2. Meu sentimento é exatamente esse, ‘perdeu preibói’;
      3. Já o mandei à merda com a mesma objetividade que lhe disse que não é pessoal;
      4. Sim, vamos tomar chope. Mas um não elimina o outro. Aceito o convite. Mas não esqueça que quem convida…

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