So long, farewell, auf Wiedersehen, adieu

Como escrevi ontem, quando resolvi comentar o episódio Ferrari-Massa-Alonso no último GP, sou apaixonado por corridas e a Fórmula 1 não vai acabar por conta do que aconteceu. Então, vou tentar tirar o atraso do tanto de tempo que passei sem tocar no tema por conta da Copa, da ressaca da Copa e da minha viagem no último final de semana.

Bernie Ecclestone deixou escapar que uma ou duas equipes não estarão no grid do ano que vem. E para tentar adivinhar qual ou quais seriam elas, me detenho a quatro times.

A primeira, e mais óbvia, a abandonar o barco seria a Hispania. Eu mesmo já tinha dito isso aqui. Sempre sem dinheiro, encerrou sua conturbada parceria com a Dallara. Mas nos últimos dias foi ventilado um possível acordo do time de Bruno Senna com a Toyota. A equipe passaria a ocupar o quartel general dos japoneses em Colônia na Alemanha, teriam o modelo nipônico de 2010 para usar como base para a próxima temporada e a fábrica de Corollas ainda daria apoio técnico. Para nos deixar ainda mais na dúvida sobre a veracidade desses boatos, o japonês Sakon Yamamoto começou a ocupar o cockpit espanhol a partir de Silverstone. Sinceramente, não arrisco mais uma previsão. Se o acordo for confirmado, o time fica. Se o boato for apenas isso, um boato, Bruno Senna ficará a pé no ano que vem.

A Virgin, do milionário Richard Branson, é outra incógnita. O cara tem muito dinheiro, o time não. Construiu seu carro inteiro no computador. E a barata é uma draga. O time não se sustenta, não tem grana para evoluir e não tem nenhum grande acordo ventilado. A favor de sua permanência, apenas a história de seu proprietário nunca desistir fácil de um negócio. Mas para que esta aposta faça sentido, o time teria que evoluir demais até o final do ano, sinalizando que em 2011 teria capacidade para, ao menos, brigar no meio do pelotão. Não sei se conseguirão.

Das três novatas, a única que conseguiu evoluir de maneira consistente, mesmo que lentamente, desde o início da temporada foi a Lotus. Não por acaso, fechou várias parcerias durante a primeira metade da temporada. Mais dinheiro, mais possibilidades de evolução. Acho que essa não corre risco.

Mas além das novatas, um nome tradicional corre o risco de desaparecer. Peter Sauber moveu mares e montanhas para recomprar sua equipe depois do anúncio de retirada da BMW. Conseguiu e garantiu a grana para cumprir a temporada 2010. Depois de uma pré-temporada alvissareira, os resultados foram péssimos e o carro parecia andar pra trás. O time não tem grana para correr ano que vem, pelo menos até agora. Mas há uma grande chance de se salvar. A Art Grand Prix, equipe mais que tradicional nas categorias de base européias e que tem Nicolas Todt (filho do presidente da FIA, Jean Todt) entre seus sócios, se inscreveu para concorrer à última vaga aberta no grid do ano que vem, mas desistiu. Só que há a possibilidade de um acordo entre os dois times. Isso resolveria dois problemas: evitaria o desaparecimento da Sauber e o enorme constrangimento caso a Art fosse indicada para entrar na categoria. Apesar do menino Todt negar, passarinhos verdes contaram que já foram realizadas algumas reuniões entre as cúpulas dos dois times. Pode não dar em nada, mas quem sabe…

E então, levando-se em conta que o velho tio Bernie não costuma errar ou jogar palavras ao vento, você arrisca dizer quem vai embora? E quantas?

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