Adiós muchachos compañeiros de mi vida, me toca hoy emprender la retirada

Não mandei e-mails de atualizações do blog durante a copa, como tenho o hábito de fazer ao menos uma vez por semana. Afinal, com o tom quase monocórdico, seria muita aporrinhação por quase nada, e os amigos não merecem isso. Mas quem passou por aqui durante esse período, viu que adoro dar palpites, fiz isso para todos os jogos até agora, e não acertei quase nenhum. Uma das exceções foi a partida entre Argentina e Alemanha.

Na verdade, apesar de improvável para a maioria (inclusive vários amigos com quem disputo um bolão), uma goleada alemã hoje era bem previsível. Acertar o placar foi sorte, claro. Mas a defesa hermana é muito fraca e bastaria aos tricampeões sair na frente e cozinhar o jogo até encaixar meia dúzia de três ou quatro contra-ataques, como fizeram com no segundo tempo contra os ingleses. Para um time muito bem armado, com vários excelentes jogadores, alguns projetos de craques e um matador, um prato cheio.

Comentei ontem com amigos que torceria pela Argentina, pelo Pibe, mas achava difícil. Bingo!

No segundo jogo do dia, que assisti entre um DVD do Cocoricó, atualizações por celular e algumas cenas em telas espalhadas por shoppings, até encontrar a reprise completa, achava que a única chance do Paraguai era segurar o 0 a 0 até a disputa por pênaltis. Me enganei. O time da Espanha é excelente,talvez tenha o melhor meio campo do mundo, tem um toque de bola que hoje é inigualável, lindo de se ver. Mas apesar do Jefferson discordar de mim, mostrou mais uma vez que não tem poder de decisão.

Dos seis gols da Fúria, cinco foram de Villa. E o de hoje foi mais que chorado. Seu meio campo plástico e habilidoso vai bater de frente com um técnico e objetivo. A Alemanha chega como favorita, o que não quer dizer que na reedição da final da Eurocopa a Espanha não possa vencer de novo. Só ficou pouco provável.

Nossos vizinhos foram valentes e, quem poderia esperar, tiveram o jogo nas mãos. Mas desperdiçaram sua chance, provando que para vencer, há que se estar preparado para saber vencer. Como Gana, o Paraguai mostrou que não está pronto pra isso. Foi difícil, sofrido, mas o time guarani foi embora, o mundo não verá Larissa Riquelme nua (pelo menos por enquanto), e o torneio que estava com a cara do Mercosul se transformou numa Eurocopa com um intruso.

Mais do que nunca, o Uruguai é como aquela aldeia gaulesa cercada por romanos por todos os lados. Haja poção mágica.

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3 comentários em “Adiós muchachos compañeiros de mi vida, me toca hoy emprender la retirada

  1. Tratar o Uruguai como um time de heróis, é, em última instância, a prova de que o futebol não é um esporte sério, nem honesto. Tanto falaram da mão do Henry – “A França não merecia estar nesta copa”! – e o Uruguaio ladino virou herói. Em esportes mais sérios, como o basquete, se a trajetória descendente da bola para a cesta for interrompida vale o ponto. Pombas, na jogada do Uruguai a trajetória da bola foi interrompida de maneira ilegal. Penalty, chance para o bandido. A expulsão saiu barata. O crime compensa no futebol, a International Board e a FIFA fazem questão de manter as coisas desta forma e pessoas do caráter de um Ricardo Teixeira, tão comuns dentroe fora das quatro linhas, agradecem. E o Uruguai continua a ser um timeco de merda, correndo o risco de ser campeão, graças à “magia do futebol”… Pior é constatar que o Cruyff tem razão. Não vale o ingresso, mas os tolos não pedem o dinheiro de volta, fazer o quê? Todo o poder à FIFA!

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    1. Isso é mal humor, chega a parecer que o final de semana foi perdido em problemas. A mão do Henry foi contra a lei e penalizou (ainda mais) o prejudicado. A de Suarez também. Mas houve a punição prevista na regra. Foi marcada a falta a ser batida da marca penal e o jogador foi excluído. E você não lembra da incompetência do rapaz que perdeu o gol.

      Concordo que o Uruguai é um time de bosta. Como Gana e a grande maioria dos times desta copa.

      Acho sim que a Fifa e os velhinhos da International Board poderiam e deveriam rever muita coisa, como a consulta ao video tape. Usando o exemplo do tênis, por que não dar a cada time a possibilidade de duas ou três consultas por jogo? Mas concordo que as regras básicas não devem mudar mesmo.

      E o que você chama pejorativamente de ‘magia do futebol’ é a possibilidade do imponderável resolver uma partida ou um campeonato, a zebra. Gosto de ver jogos de basquete, mas não me emociono. Joguei vôlei muito tempo, é divertido, mas nunca será emocionante. Porque em 99,9% das vezes não haverá surpresas e o melhor vencerá. E é justamente a zebra que faz o futebol e a copa do mundo mobilizarem mais pessoas que qualquer outro evento, esportivo ou não, ao redor desse nosso planetinha.

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