Jogos 12, 13 e 14: promessa de muitos gols

Fizeram uma bola para arrebentar com os goleiros. O problema é que não contavam com a falta de intimidade dos jogadores de linha com a pelota. Se você pensa que, pela tradição, França e Uruguai foi uma ofensa à Copa do Mundo, é porque não viu como a Jabulani foi maltratada por italianos e paraguaios na tarde de hoje. Não é por acaso que a média de gols, até agora, é a pior da história das copas.

Mas há que se ter esperanças e esta terça deve ajudar muito a melhorar as estatísticas. Afinal, estréiam neozelandeses e norte-coreanos, mais dois daqueles times que ajudam a comprovar a tese de que o que mais existe no futebol é bobo.

Pela ordem da programação, a primeira partida é entre Eslováquia e Nova Zelândia. Não sei o que falar ou esperar da equipe européia além de ser sua primeira copa após a separação da República Tcheca. Em compensação, todos sabemos que a maior contribuição que o time da Oceania deu ao futebol foi ajudar Zico a aumentar sua coleção de belos gols na carreira, com um voleio e uma falta magistralmente batida na partida que terminou 4 a 0 para o Brasil, em 1982.

Pela hora do almoço, começa disputa do grupo do Brasil com a partida entre Portugal e Costa do Marfim. Desde a saída de Felipão do comando do time, a seleção portuguesa não conseguiu grandes resultados. Só chegou à copa depois de uma reação digna de um Fluminense na fase de grupos européia, batendo a Bósnia na repescagem. Seus destaques são o presepeiro Cristiano Ronaldo e três brasileiros: Deco, Liédson e Pepe.

A seleção africana chegou à última copa como promessa, mas não foi cumprida. Acho que dessa vez vai acontecer o mesmo. Liderada por Drogba (que quebrou o cotovelo em amistoso de preparação contra o Japão), tenta provar que é o melhor time da África, mas não deve conseguir. Pela lógica, esse é o jogo que definirá o segundo classificado do grupo e eu acho que será Portugal.

No fim do dia, finalmente, a estréia do Brasil. E apesar do Dunga e de ter todo aquele blá-blá-blá sobre estréia, tem a obrigação de atropelar a Coréia do Norte. Por mim, só vale a pena torcer após o terceiro gol, porque menos que isso é inaceitável. Um bom exemplo a seguir é a Alemanha, que passou por cima da Austrália.

Sobre a seleção asiática, não há muito a dizer, ninguém sabe muito. Sei que fez uns amistosos com o time B da Venezuela e não foram muito bem. Dá pra imaginar a qualidade do time… O astro, se é que se pode chamar assim, é um japonês filho de sul-coreanos que foi educado em escola norte-coreana. Segundo o rapaz (que eu não faço idéia de quem seja), o futebol é imprevisível e um “time de corações valentes podem surpreender”. Tá bom. A história da Coréia do Norte no futebol chama a atenção porque em sua primeira copa, em 1966, deixou todos de boca aberta quando eliminou a Itália e quase atropelou Portugal (com Eusébio e tudo). Mas sua cota de milagres se esgotou naquele ano e deverá ser o saco de pancadas do grupo.

Pelo cheiro, Coréia do Norte, Nova Zelândia e Grécia disputarão o posto de pior time do mundial. Abaixo, meus palpites para jogos de amanhã.

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