Vida de gado (ainda)

Como sempre faço quando reclamo de alguma coisa, enviei o texto abaixo para o secretário, subsecretário e assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes e para o MetrôRio. Será que teremos alguma resposta?

Metrô Rio

Já há algum tempo que tenho evitado o metrô pela manhã, criei o hábito de ir ao trabalho de ônibus. Nesse período, já de alguns meses, participei daquela reunião infeliz na Secretaria de Transportes e – apesar de tudo apontar o contrário – ouvi muita gente comentando que houve leves melhoras no serviço.

Não quero e não vou duvidar dos meus amigos, principalmente porque foi unânime a declaração de que as coisas não estão nem perto de serem resolvidas.

O problema é que, hoje, fiquei desconfiado de que sou o cara mais azarado do mundo. Acordei atrasado, saí de casa às 8h e pensei que, se muita gente diz que melhorou, valia o risco. Pois quando cheguei à estação Afonso Pena, já não havia trem na plataforma, onde esperei por mais 12 minutos. Com o espaço já lotado, uma mensagem nos autofalantes: “prezados clientes, informamos que o último carro da composição que estacionará na plataforma sentido zona sul está isolado e com as portas travadas. Favor dirigir-se aos outros carros”.

Pra completar, durante toda a viagem até a estação Carioca, a cada parada ouvíamos a voz do condutor explicando que “estamos parados aguardando a liberação do tráfego”.

Atenção aos detalhes:

– Desde a implantação da ligação direta entre Pavuna e Botafogo, os trens da linha 1 (Tijuca-Ipanema) tem um carro a menos do que deveria. Ou seja, meu trem tinha DOIS carros a menos.

– Eu esperei por 12 minutos, não sei quanto tempo mais de intervalo antes da minha passagem pela roleta.

– Se houve intervalo tão grande e as estações continuavam cheias, gostaria de saber qual o tráfego à frente? O metrô, agora, mente também?

– Por que o metrô não informa os passageiros dos problemas nas linhas antes de passarmos pela roleta e gastarmos o dinheiro da passagem?

Então, gostaria de algumas respostas às perguntas que, apesar do tom, envio com todo o respeito:

– O governo do estado está de sacanagem? A secretaria de transportes está de palhaçada? Quando serão tomadas as providências? Até quando a população do Rio de Janeiro será tratada como gado? Quando é que vocês vão assumir que o metrô, do jeito que está, não tem competência para transportar o número de pessoas que ele pretende? Por quê, pelo menos, não usam o ano eleitoral como pretexto para fazer algo bom de verdade?

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4 comentários em “Vida de gado (ainda)

  1. Bem, os trens do Rio são transporte de gado desde antes da SuperVia… A população, sempre esclarecida, encontrou o culpado desde o início e de vez em quando taca fogo e vandaliza as composições.
    .
    Mas os trens são insensíveis, fazem ouvidos moucos e não mudam, esses pilantrinhas.
    .
    O Brasileiro não aprende nunca.

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  2. A resposta: POR MUITO TEMPO AINDA.

    Gostaria de ter ido a esse encontro com o secretario de transpportes para perguntar porque prometeram em camanha uma coisa e fizeram outra completamente diferente na pratica.

    A integração das linhas 1 e 2 é um fracasso. Principalmente comparando com a opção de levar a Linha 2 A carioca pela Cruz Vermelha.

    Mas como é de praxe no Brasil, vamos de improviso em improviso para lugar nenhum.

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