F*#%@! é o Ganso

Estou desde ontem pensando no que dizer a respeito de Paulo Henrique Ganso. Durante boa parte deste primeiro quadrimestre, com todos os campeonatos regionais acontecendo simultaneamente, não foi possível acompanhar de perto o time do Santos, o time dos meninos da vila, que aplicou goleadas históricas e encantou meio mundo. Afinal, acompanhava o Flamengo no carioca. O resto, por melhores momentos.

Mesmo assim, era possível perceber que no quarteto formado por Ganso, Robinho, Neymar e André (com auxílio luxuoso de Madson), novidade boa mesmo era o garoto do meio campo.

Robinho, todo mundo já conhece. Está jogando o fino? Claro que sim, mas não é novidade. André é um bom centro-avante, claro, que fica melhor quando há grandes jogadores à sua volta, dando bons passes e chamando a atenção dos marcadores. Mais solto, mais produtivo. Madson não é titular porque não cabe todo mundo. E aí ficam faltando as duas novas estrelas do futebol tupiniquim.

Já disse aqui que Neymar é um baita jogador (não, eu não sou louco até prova em contrário), mas ainda o acho mais presepeiro do que craque. Ainda quero vê-lo em um time que não joga pra ele ou com tantos bons jogadores ao seu redor, para ajudar e dividir a atenção dos marcadores. Além disso, é vaidoso e personalista. Ontem, ao receber passe primoroso de Ganso, fez o gol e correu a gritar que é f*#%@!.

E voltamos a ele. Paulo Henrique Ganso. O moleque só tem 21 anos, mas rege o time como se tivesse 40, com segurança, tranqüilidade, discernimento para saber o que fazer com a bola, quando e por quê. Como se não bastasse suas atuações em todo o campeonato paulista e no primeiro jogo da final, o que ele fez em campo ontem foi sacanagem. Gostaria mesmo que o seu Armando estivesse por aqui para escrever sobre o rapaz, eu sou incapaz.

É claro que um monte de gente vai dizer que foi só a final do paulistinha, contra o Santo André, e qualquer bobagem a pretexto de minimizar a conquista do Santos e a atuação de Ganso. Pura bobagem, o time do ABC jogou demais e o Santos terminou o jogo com dois a menos.

E com maio correndo e a África do Sul ficando mais perto, só resta esperar que um certo anão não perca a oportunidade.

O batível

Santo André e Atlético Mineiro deram uma grande lição aos outros 18 clubes que enfrentarão o Santos no Brasileirão que começa no próximo sábado. Se querem vencê-lo, partam pra cima, enfrentem o time dos garotos. Se ficarem atrás, esperando uma chance caída no colo, em um contra-ataque fortuito, perderão os jogos. Todos.

Nas três partidas, os adversários jogaram de peito aberto. E de três partidas, o Santos só ganhou uma. Fez sete gols (boa média), mas levou oito.

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