Ao lado de Elvis (ou ele também não morreu)

No dia 21 registrei as efemérides do dia aqui no blog e prometi (ou ameacei, leiam como quiser) que voltaria com calma para falar de cada uma das lembranças da data. E meu primeiro personagem é Tiradentes.

Todo mundo está cansado de saber que Elvis não morreu. Mas será que vocês sabiam que Tiradentes também não?

Nunca tinha ouvido essa história até a quarta-feira passada, quando visitava minha sogra. Ela não soube dizer onde tinha lido (“foi num site…”) que, na verdade, o enforcado foi um criminoso já condenado à morte e que Joaquim José da Silva Xavier teria sido salvo por um amigo maçônico, o poeta Cruz e Silva, ligado à justiça. O alferes, então, teria sido enviado para Portugal. De lá, partiu para a França, onde cumpriu seu exílio e morreu com cerca de 90 anos de idade.

Logo eu que adoro uma teoria da conspiração, quando ouvi a história olhei meio de esguelha e fiz até alguma piada (provavelmente sem graça, pois não lembro qual). Mas vejam se não faz todo o sentido.

Alguns historiadores já levantaram, várias vezes, que a Inconfidência Mineira era – na verdade – um movimento da oligarquia mineira em proveito próprio e em busca da independência de Minas. Só falavam no povo quando interessava, tentando esconder os motivos reais da revolta. Além disso, Tiradentes teria sido apenas um bode expiatório, pois como poderia um simples alferes (pouco mais que um tenente) ser o comandantes de ricos fazendeiros, outros militares de altas patentes, políticos e religiosos? Em 1792? Haja carisma…

E aí, comecei a pensar na história oficial, aquela que nos é vendida nos livros didáticos do primário.

Depois de enforcado, Tiradentes teria sido esquartejado e os pedaços de seu corpo foram espalhados pelo caminho entre Rio e Minas. A cabeça nunca foi encontrada. A imagem do alferes o coloca com uma túnica branca, cabelo e barbas bem longas. Será que qualquer semelhança entre o mártir (a partir de sua morte) e Jesus são meras coincidências? Ou seria uma verdade conveniente?

Para fechar a trama, o condenado escolhido já iria morrer mesmo e aceitou ficar em silêncio em troca de uma bela recompensa que sua família recebeu. E há uma assinatura de um certo Joaquim José da Silva Xavier em uma lista de presença na Assembléia Nacional francesa, de 1793, que alguns estudos grafotécnicos confirmaram ser do famoso alferes. Um ano depois de sua morte oficial.

Se é verdade, realmente não sei. Mas, sem dúvida, é uma boa história.

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