Tudo ao mesmo tempo

Royalties

Algum louco pode ter achado que sou a favor da emenda oportunista de Ibsen Pinheiro por conta do que escrevi. Claro que não. O que não tem nada a ver com os argumentos rasos e ainda mais oportunistas do presidente do COB e, até, do governador do estado. A última é que o ministro do meio ambiente, aquele dos coletes, entrou na onda de dizer que, sem o dinheiro dos royalties, os projetos ambientais do estado, principalmente aqueles apresentados nos cadernos de encargos da Copa e das Olimpíadas, não poderão ser desenvolvidos.

Seria muito bom que estudos sérios fossem apresentados à população, além dos nobres deputados e senadores, sobre a dependência que Rio de Janeiro tem dos royalties. Assim, todos saberiam o tamanho da tunga e que problemas causaria. E não precisaríamos aturar o tom de chantagem utilizado por várias figuras até agora.

Também seria muito interessante que o Rio de Janeiro e seus municípios apresentassem um planejamento real de longo prazo, com planos B, C… Z, com alternativas de desenvolvimento sem a dependência do dinheiro do petróleo. Aliás, dinheiro que deveria ter sido usado para isso. Mas temos de convir que fazer e executar coisas assim demanda inteligência e muita vontade de trabalhar, características que não são muito comuns entre os nobres representantes do povo.

Love

Apenas para constar, alguns lembretes sobre o vídeo que mostra o artilheiro do amor sendo escoltado por bandidos. Concordo que ele deveria ter se preservado mais, afinal é ídolo de muita gente. Mas gostaria de lembrar que ele só estava escoltado por bandidos porque a polícia (ou o Estado, de forma geral) não cumpre o seu papel. Além disso, acho engraçado pegar o cara para Cristo quando todo mundo sabe que até para um caminhão de cerveja fazer entregas em favelas, é necessário negociação e autorização dos ‘donos’ dos morros. Ou já esqueceram que até Michael Jackson precisou de salvo conduto de criminosos quando gravou parte de um vídeo no Rio.

Serra

A máquina já está a pleno vapor há algum tempo, tanto que as pesquisas mostram a indicada do apedeuta cada vez mais próxima do candidato tucano. Aliás, depois de tanto tempo para assumir que é candidato, jogou tantos cartuchos fora que chego a pensar que o governador de São Paulo não está muito aí para ser presidente. A falta de ação dos pássaros bicudos deixa no ar a grave ameaça de não termos nem segundo turno.

Obra

Olhando para meu próprio umbigo, ando procurando indicações de pedreiros, pintores, encanadores, marceneiros… A disponibilidade de verbas obriga a uma procura semelhante à busca pelo santo graal: bom, bonito e barato. Como, reza a lenda, a esperança será a responsável por apagar as luzes, conto com a ajuda dos amigos.

Libertadores

Hoje tem Flamengo em campo, na terra que não para de tremer. Não sei o que vocês acham, mas o time ainda não jogou bem de verdade esse ano (exceto no segundo tempo do FlaFlu). Mesmo assim, só perdeu uma partida em 2010. Não significa nada, porque a maior parte dos confrontos foi contra ninguém. Mas hoje é diferente. Para ganhar, terá que jogar. Ainda assim, como líder do grupo e ainda dois jogos em casa na fase de classificação, empate não cai mal. Resta saber se o Flamengo vai ser capaz de não levar gols e não ter nenhum jogador expulso.

Metrô

Saiu esta semana um despacho de uma juíza com prazo de 30 dias para que o metrô do Rio volte a funcionar como já foi um dia: bem. O ministério público defendia prazo de dois dias. Mas, levando-se em conta que a concessionária teve dois anos para se preparar para as mudanças que têm enlouquecido os cariocas desde o final de 2009 e não conseguiu, alguém acredita que o prazo dado será suficiente?

Marinando

Um amigo disse que, se durante a campanha forem distribuídos espetinhos de frango e gurjões de peixe, o “Eu marinei” pode dar certo. Depois, eu é que sou como o pica-pau.

F1

Depois da corridinha vagabunda na abertura do campeonato, sugestões estapafúrdias de pilotos, chefes de equipe e até dos boys que trabalham no padock começaram a pipocar na imprensa especializada. A impressão é que ninguém – pilotos, equipes e papagaios de pirata – parecem ter se dado conta que para efetuar qualquer mudança no regulamento é necessário que haja aprovação unânime, entre os times, dos novos pontos. Algo pouco provável de acontecer a tempo de aplicar na temporada atual. Ou seja, boa parte das corridas será tão chata quando a primeira.

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5 comentários em “Tudo ao mesmo tempo

  1. Pedreiro, pintor etc, eu conheço um que é bom e (o serviço) bonito, mas não é dos mais baratos. Em compensação ele só precisou fazer o serviço uma vez. Mais barato que os baratos…

    A história dos royalties é um exemplo pronto e bem eloqüente de como funcionam os “ismos”: todos devem ter direito ao que um produz, se a (ditadura da) maioria decidir assim, que se danem as liberdades individuais e integridade da minoria, a letra da lei, o bom senso e a harmonia. Os “soviets” e o nazismo já mostraram… Só não aprendeu quem não quis.

    E não adianta fazer greve de fome, que hômi já disse que isso é coisa de meliante.

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  2. Porra, Guga Sirelli!!! Vc faz um blog, eu te encontro através de outrem postando artigo muito inteligente sobre a campanha “eu marinei” e vc não coloca um email pra falar contigo? Porra, Sirelli!!! Aliás, o que vc andou tomando? Tá muito eloquente… 🙂

    Saudades tuas! Como vc está, querido?

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