De novo

E em uma semana que devia ser totalmente dedicada ao Flamengo, estou cá a falar do Fluminense que, ontem, perdeu mais uma final para a LDU.

Mas antes de falar do jogo de ontem, vale lembrar o que aconteceu na primeira partida, disputada em Quito, a 2.850 metros de altitude. Muita gente, justamente por ter que subir o morro e pela maratona que o time vem enfrentando há, mais ou menos, dois meses, defendeu a tese de se levar o time reserva. Fui contra, tinha que ir com tudo mesmo, do jeito que foi.

Era meio óbvio que o Fluminense perderia a primeira partida, só não se esperava que fosse de cinco. Principalmente depois de sair ganhando. O que me incomodou naquele jogo foi a falta de inteligência do Fluminense. Porque fez o primeiro gol da partida depois de um chute de fora da área, que deu rebote. Porque a LDU fez três dos seus cinco gols chutando de média e longa distância.

E sabem quantos chutes de fora o Fluminense deu, além do que originou o gol? Nenhum. Poderia perder de cinco do mesmo jeito, mas poderia ter feito também mais um ou dois gols.

E aí foi a campo ontem precisando fazer quatro para levar a decisão à prorrogação. Quase impossível? Talvez, mas fez três. E ainda tinha um jogador a mais em campo. E aí, o capitão e artilheiro do time, com experiência internacional, Copa do Mundo nas costas, fica nervosinho e dá uma cabeçada no juiz na hora de decidir a partida!!! É claro que, mesmo que Fred continuasse em campo, o Fluminense poderia não conseguir fazer o gol que precisava, mas ele não podia ter feito aquilo. Uma vergonha.

Mas a culpa não é toda dele, claro. Afinal, um time que tem Diguinho como titular absoluto não tem o direito de aspirar muita coisa mesmo não. Até quando acerta, como no gol de ontem, ele erra. Afinal, chutou torto, na direção da bandeirinha de escanteio, e deu a sorte da bola desviar num zagueiro. Depois, roubou trocentas bolas e devolveu quase todas, em passes errados de dois metros. E, pra completar, Rui ‘Cabeção’.

Eu que não sou tricolor e mesmo assim estava torcendo para o Flu, fiquei com uma dúvida: onde estavam Kiesa e Tartá? Machucados, não foram inscritos ou o Cuca é maluco? Se alguém puder me dizer, agradeço.

É claro que, mesmo perdendo o título, o time está de parabéns. Pela maratona que vem enfrentando, pelo espírito guerreiro de ontem, pela torcida que tem dado grandes espetáculos.

Mas domingo tem a última decisão do ano e o único jeito de não depender dos outros é vencendo. Será que o time agüenta? Torcerei para que sim. Mas é bom lembrar que o Fluminense tem uma dívida grande com o futebol brasileiro. Vale lembrar que quando foi rebaixado pela primeira vez, houve aquela cena ridícula do champagne para comemorar a virada de mesa. E quando disputou e venceu a terceira divisão, não disputou a segunda, pulando direto para a primeira, no ano em que foi criada a Taça João Havelange. Então, injusto não será. Aguardemos.

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Um comentário em “De novo

  1. Tartá, Kieza, Equi Gonzalez e Urrutia não estavam inscritos para a Sul-Americana. Aliás, o Fred também não. Só entrou porque um certo Fábio qualquer coisa se machucou em algum desses jogos em que o Fluminense apanhou mais que boi ladrão ( e, depois de eliminar o Flamengo, foi tudo “pauleira”).

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