Imperador? Será mesmo?

Chega a ser curioso que neste blog, ainda novo e onde eu pretendia elucubrações sobre coisas relevantes para o meu país, eu acabe me repetindo sobre temas esportivos, notadamente a Fórmula 1 e o Flamengo. Mas é que além da CPI da Petrobras e, a partir de hoje, a tragédia da Air France (sobre o quê devemos ser bombardeados por alguns dias em todos os jornais, telejornais e afins), pouca coisa tem me mobilizado realmente.

E como rubro-negro que sou, não poderia não falar da reestréia do Adriano no jogo de ontem. E o sujeito já marcou e venceu logo de cara. E, diga-se de passagem, se esforçou bastante. Mas ainda é nítida e assustadora a falta de forma do rapaz (normal por ter ficado muito tempo parado, entre outras coisas).

O imperador / Foto: Marcelo de Jesus (GloboEsporte.com)

O imperador / Foto: Marcelo de Jesus (GloboEsporte.com)

Sobre o Flamengo, pelo que vi no tape (ainda sou da época do videotape), mais do mesmo: muito toque de bola, jogadas manjadas pelas laterais (mais Juan, menos Leo Moura) e um meio de campo combativo e honesto, que ainda por cima faz poucas faltas. Como foi confirmado nos dois últimos jogos, com Josiel (coisas estranhas também acontecem ao Flamengo) marcando dois gols na mesma partida e Adriano já deixando o seu, faltava mesmo o atacante.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente… O campeonato brasileiro é de uma pobreza assustadora. Pois vejam que o Inter (aquele mesmo que levou um baile do Flamengo mas não levou uma surra pela falta do tal atacante) sobra na turma. Daí pra baixo, minha impressão é de que é tudo japonês (e, por favor, não tentem me dizer que japonês é bom de bola, porque não cola).

Se não fosse assim, dois sujeitos como Ronaldo e Adriano – o primeiro, ainda; o segundo, completamente -, fora de forma, não causariam o terror que causam nas defesas adversárias.

Até onde consta, os dois ainda têm esperanças de jogar a próxima copa. E uma vez que não dependem de uma copa para ganhar o dinheiro do leite, penso eu que para provar que são os caras, que não foram chamados de Fenômeno e Imperador à toa. Não sei se conseguirão, não há como saber. E depois de todas as vezes que um (principalmente) e outro já deram voltas por cima, não custa nada torcer pra dar certo e esperar pra ver.

Sobre o Flamengo, como já se viu no primeiro jogo, a presença de Adriano fez muita diferença. O time passa a ter um atacante de verdade, um centroavante que chama a atenção – no mínimo – de um zagueiro e mais um na sobra. Com isso, todos os outros passam a ter mais espaço e mais chance de vingar. De quebra, no meio dessas fantásticas defesas da série A, pode mesmo ser um artilheiro. E essa confusão toda pode até dar certo, porque da maneira como joga e com o ataque, enfim, existindo e funcionando, não vejo muitos outros clubes capazes de brigar com o Flamengo. Tomara.

Mas é bom lembrar que pra tudo dar certo, uma das coisas importantes é manter a boca do Márcio Braga fechada ou é capaz de, em agosto, ele já dizer por aí que está preparando a festa do Hexa. E aí, como se sabe, vai tudo para o brejo.

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Sobre a Copa 2014 não há muito o que falar. Tirando Cuiabá em detrimento de Campo Grande, a escolha das cidades era meio óbvia mesmo. Fora isso, se o Brasil fosse um país sério e a roubalheira não fosse imperar, eu até seria a favor. Mas…

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Pra não dizer que não falei de flores, tenho certeza que se fosse um lugar sério, ninguém seria contra a CPI da Petrobras, ninguém seria contra uma auditoria completa de procedimentos e tudo o mais. Mas, com a campanha presidencial antecipada pelo próprio governo e com a empresa como a responsável pelos maiores investimentos do PAC, é meio óbvio o que vai acontecer, o uso político da situação etc.

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Picareta / Foto: Fred Hoffman

Picareta / Foto: Fred Hoffman

Ontem era dia de vela, mas uma baita duma gripe não me permitiu comparecer. Como consolo, saber que o bravo Picareta, da festeira e festejadíssima equipe Boteco 1, foi o segundo colocado na Taça Comodoro do Iate Clube do Rio de Janeiro. Ah, que inveja…

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4 comentários em “Imperador? Será mesmo?

    1. É mera questão de sensibilidade cromática, Bró… tendendo ao rubro-anil…
      Um abraço verde-alvinegro (cá da Série B)

      Curtir

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