Cavalinho rampante

Felipe Massa em Barcelona / Foto de Clive Manson (Getty Images)

Felipe Massa em Barcelona / Foto de Clive Manson (Getty Images)

Quando comecei a assistir (entendendo) a Fórmula 1, a carreira da única equipe brasileira estava terminando. E vale lembrar algumas coisas: em 1980, a Copersucar/Fittipaldi terminou o campeonato com 11 pontos, em oitavo lugar enquanto a Ferrari terminou em décimo, com oito. Em 1978, a equipe ficou na frente de McLaren, Williams, Renault e Arrows.

O time brasileiro disputou oito temporadas, participando de 104 provas, chegando 19 vezes nos pontos, somando 44. Vale registrar que nessa época, apenas os seis primeiros pontuavam (9/6/4/3/2/1). Dos três pódios conquistados, o destaque vai para o segundo lugar no GP Brasil de 1978, disputado no Rio.

Enquanto o time brasileiro se despedia – sua última temporada foi em 1982 -, Nélson Piquet corria na Brabham e conquistava, em 1983, o bi-campeonato.

A história da Fórmula 1 começou em 1950, em Silverstone e a primeira aparição da Ferrari foi no GP de Mônaco do mesmo ano. E a fábrica de Maranello é a única a participar de todas as temporadas da história.

Usei os exemplos de Fittipaldi e Brabham como poderia usar muitos outros, como ATS, Eagle ou BAR. Ou poderia citar grandes marcas como Alfa Romeo, Porsche, Mercedes, Bugatti, Honda ou Maserati.

A F1 já teve trocentas equipes, construtores ou não, ao longo da sua história. Alguns times com mais de uma passagem, às vezes com muitas conquistas, às vezes não passando da última fila. E nunca deixou de ser a F1.

Resolvi escrever sobre a briga entre a Ferrari e a Fia pelo regulamento do campeonato de 2010. As duas estão batendo o pé, não abrindo mão de nada, nem tentando chegar a um acordo. E se Max Mosley está errado em criar um regulamento esdrúxulo, a Ferrari não pode abrir mão da F1. Porque só é o mito que é graças às corridas.

Algumas outras equipes também ameaçaram abandonar a disputa. Sobre Renault e Toyota, concordo com o Flávio Gomes. Parece muito mais um pretexto para se livrar de um gasto que executivos acham desnecessário do que um posicionamento em defesa do esporte. Red Bull e Toro Rosso são as outras duas a ameaçar. Até o outro dia, não eram ninguém na história do automobilismo. E, como ação de marketing, a fábrica de energéticos pode pensar em alternativas talvez até mais baratas.

É claro que a F1 e os fãs sentiriam falta da Ferrari. Mas também é óbvio que os italianos têm muito mais a perder nessa história. Então, seria de bom tom que colocassem as pizzas no forno e convidasses todos os envolvidos para um acordo rápido. Não vale correr o risco de ver a massa queimar.

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