Chicabon

 

©The Cahier Achive

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Há uma semana, em Interlagos, conversava com o Zé e o Rodrigo sobre a ‘torcida’ por nossos pilotos na F1. Chegamos à conclusão quase nova que, em terras tupiniquins, há quatro tipos: piquetistas, sennistas (até hoje) e os outros – esses divididos entre os que realmente gostam de corrida mas torcem para todos e aqueles que torcem até para jogadores de bocha, desde que sejam brasileiros.

Eu sou um piquetista. Aprendi a gostar de corridas de automóveis vendo o Nélson ser bicampeão mundial, em um tempo em que meu pai controlava a TV e, quando não havia mais brasileiros na pista, mudava de canal ou desligava pra fazer outra coisa, como ir à Quinta da Boa Vista ou à casa do tio Alcino.

Nunca neguei que Senna foi um grande piloto (pelo menos oficialmente, não sou louco), mas na comparação entre os dois ainda acho impossível não apontar Piquet como o melhor. Por várias razões, como a inventividade, o conhecimento mecânico e – claro – o indefectível ‘Troféu Limão’.

E eu gastei três parágrafos para dizer que foi impossível não comemorar a volta de um Piquet ao pódio.

É fato que o garoto teve, até chegar à F1, todas as facilidades possíveis para se formar piloto. E isso não é demérito. Também é fato que, até o Canadá, fez uma temporada sofrível. Assim como é fato que, desde a França, N.A. Piquet (Nelsinho é o cacete) melhorou muito (estava em quarto quando aquaplanou em Silverstone).

Não acho que Piquet seja, dos garotos que já chegaram e dos que estão quase lá, o melhor piloto. Nem de longe. Mas também acho que, na Fórmula 1 atual, não é necessário ser o melhor para sagrar-se campeão. Basta ser um deles e ter a chance de sentar em algum dos poucos grandes carros à disposição (a Renault não é um deles). Acho que Piquet está no bolo. Isso tudo para dizer que achei injusto o tom de algumas críticas que vinha recebendo, principalmente por ser um estreante. Como serão injustos e exagerados alguns elogios que receberá por conta do resultado de ontem.

O que importa é que ontem o garoto pilotou como gente grande. O melhor retrato disso foi a decisão de nem tentar segurar Hamilton para não perder terreno para Massa e garantir o segundo lugar.

E ele teve sorte sim, quando o safety car entrou logo depois que ele fez sua única parada e meio mundo (quase todos) ainda teria que entrar nos boxes. Como dizia Nélson Rodrigues, “sem sorte não se chupa nem um Chicabon. Você pode se esgasgar com o palito ou ser atropelado pela carrocinha”. Ontem, Nélson Ângelo Piquet não deixou pingar nenhuma gota do seu picolé.

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3 comentários em “Chicabon

  1. Também sou Sennista.E Também ..Nunca neguei que o Pi quet foi um grande piloto (pelo menos oficialmente, não sou louco)….rsrsrs…..
    Gusta…Pelo menos melhor q o companheiro de equipe precisa ser…..e tem pelo menos uns 6 pilotos melhores…….
    Por isso não acredito no NA Piquet campeão…
    PS:Torci muito para ele ontem……
    E quando o Hamilton não entrou nos Box,cheguei a dizer q daria a dobradinha no alto do podio….Não contava com a destruição do Hamiltom…..Esse sim um “Grande” piloto……

    Abraço irmão…………

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