Verbetes e expressões (21)

Bullying

Situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

Fonte: Revista Escola

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Já venho pensando nisso há algum tempo, mas sempre de maneira um tanto desorganizada. Vocês vão ver que não mudou muita coisa. O problema é que, como tudo que andamos importando por aqui nos últimos tempos, o bullying virou moda e – de certa forma – a razão por qualquer problema, qualquer desvio de criança, adolescente ou pós adolescente, qualquer ato de violência.

Quem passa por aqui está cansado de saber que não entendo nada de psicologia. Pelo menos da maneira formal. Porque, em se tratando de educação, carrego comigo o que aprendi de certo e errado com pais, avós, tios, vizinhos, pais de amigos e assim por diante. Além da escola, claro. E, parece-me claro, que o tal de bullying é mesmo um caso de (falta de) educação.

Por exemplo, lembro claramente do meu pai – na primeira vez que cheguei em casa depois de brigar, não lembro se na rua ou na escola – dizer mais ou menos o seguinte: não bata em alguém menor que você; se for do mesmo tamanho, tente conversar antes de brigar, mas não volte pra casa chorando; se alguém maior encrencar, me avise.

É claro que aí estava apenas o recado básico de que não deveria ser covarde, tentar não ser violento e não aceitar covardia. Mas não era só isso. Meus pais participavam da minha vida, conversavam, orientavam. Meus pais se relacionavam com os pais de boa parte dos meus amigos ou colegas de escola. E o outro grande detalhe da história: eu conhecia a palavra ‘não’ e o seu significado.

Mas o que vejo hoje por aí não é lá muito animador. Vejo pais cada vez menos presentes e, numa tentativa rasa de compensar a ausência, dar ou tentar dar tudo o que as crianças querem no momento em que elas querem sem pesar valores ou significados. Também vejo pais passando as mãos nas cabeças de suas crianças em qualquer circunstância, numa permissividade desmedida, sem lhes apresentar o ‘não’ ou sem deixá-las sentir as conseqüências de seus atos, protegendo-as de tudo e todos a qualquer custo, em qualquer circunstância, esquecendo-se de que a vida não é assim. E essa é a chave do negócio.

O mundo não é estéril, pasteurizado, fantasiado de sorrisos padrão, construído sobre a tal filosofia do politicamente correto em que todos, hipocritamente, dizem sim o tempo inteiro desde que você siga o roteiro e não revele o que realmente pensa.

Valentões sempre existiram e continuarão a existir. Recebi e dei apelidos. Sacaneei e fui sacaneado. Fui o mais fraco e o mais forte da escola. Mas cresci com regras claras. Fiz bobagens, como todo mundo. Levei minhas chineladas, até cintadas. Convivi com brigas e discussões entre meus pais. Vivi seu divórcio. Lidei com ganhos e perdas. E amigos ou simples conhecidos, seus irmãos mais velhos ou mais novos também. E não, nunca vi nenhum deles ultrapassando os limites da boa educação sem sofrer as devidas conseqüências. E não, não vi nenhum deles crescer traumatizado, tratado por oitocentos psicólogos e quatrocentos psiquiatras.

Então, sinceramente, acho mesmo que esse carnaval sobre esse tal de bullying é só isso, mais um carnaval de quem não quer se dar ao trabalho de enxergar o óbvio. Porque ele sempre existiu. Só que sem o nome importado e (talvez) sem a violência de hoje.

Se você chegou até aqui, é possível que esteja pensando que sou uma besta, um reducionista, que as coisas não são tão simples. Sinto muito. As coisas são sim, muito simples. A vida é muito simples. Quem cria os problemas somos nós.

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