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Confusão, Consciência, Constrangimento, Consumidor, Discriminação, Preguiça, Restaurante, Shopping, Viena
Ontem à noite, depois de cumprir alguns compromissos e com a preguiça de chegar em casa e ainda ter que preparar alguma coisa pra comer antes de dormir, resolvemos escolher uma das opções da praça de alimentação do Shopping Tijuca. E naquele mar de junk food, escolhemos o Viena.
Rede tradicional que começou com um quiosque em São Paulo há quase 35 anos, que freqüento desde criança, fiquei espantado com a discriminação que o restaurante impõe aos seus clientes.
Entre todas as opções do cardápio, que decidimos olhar antes de sentar e devidamente assessorados pela mocinha que se dividia entre as funções de hostess e garçonete, resolvemos que jantaríamos ali mesmo, uma refeição rápida e relativamente saudável. Quando íamos entrar para escolher uma mesa, a senhorita nos informou que os pratos daquele cardápio só eram servidos nas mesas do lado de fora.
Vejam só que maravilha!!!
Apenas para situar quem não conhece, o restaurante tem uma área enorme, com mesas de madeira, toalhas e guardanapos de pano, divididos em dois ou três ambientes que nem diferem tanto entre si. Do lado de fora, no corredor do shopping, meia dúzia de quatro ou cinco mesas típicas das praças de alimentação.
Ora, ao olhar o cardápio, fizemos escolhas que nos atendiam naquele momento. Mas parece que o valor do prato que você come diz onde pode comer. Levando-se em conta a hora, nossa necessidade de jantar relativamente rápido e não consumir comida de isopor e, o mais importante, a falta de disposição de arrumar uma confusão, fizemos vista grossa e aceitamos a situação.
Sou obrigado a confessar que, apesar da sopa de batata baroa bem gostosa que escolhi e do frango legalzinho da Mari, além das sobremesas, acordei muito arrependido. Logo eu, que prego a necessidade de nos tornarmos consumidores conscientes, entubei uma situação absurda, em que o cliente é discriminado.
Não tenho certeza, mas a impressão de que essa prática pode até ser considerada crime ou algo do gênero. Afinal, delimitar uma área para os clientes que escolhem os pratos das promoções que a própria casa cria é algo bem constrangedor. Os advogados que se pronunciem sobre isso, esclarecendo a dúvida.
E antes que algum amigo da lei se anime, não pretendo processar ninguém. Afinal, poderia (e deveria) ter virado as costas na hora em que a mocinha disse que “esses pratos só são servidos aqui fora”.
Essa história me aporrinhou durante o dia inteiro, até que resolvi publicar isso aqui. Não pretendo mais voltar ao Viena, seja para um café ou para uma refeição completa. E aconselho os amigos a fazer o mesmo. Porque enquanto aceitarmos situações como essa, nada vai mudar. Nem nos nossos prédios, nem nos nossos restaurantes, nem no nosso bendito país.
Resumindo, um restaurante que discrimina clientes não merece ser freqüentado por quem tem o mínimo de consciência.
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Gustavo, eles dão o jeito deles e se organizam como acharem melhor. Eles te avisaram antes.
Pode ser que, do ponto de vista administrativo, a separação do público se faça necessária para preservar os clientes de cada ambiente.
Imagina se você tivesse ido ao Viena para, por exemplo, um jantar a dois no restarante, confortável e sossegado, e de repente tivesse sua conversa com a sua digníssima interrompida por um grupo de adolescentes falastrões que acabaram de sair do cinema para comer um sanduba baratinho, sentados com os pés em cima da cadeira na mesa ao lado.
Para esses momentos eu topo pagar mais. Até o dia em que lula-molusco decida que deve interferir em mais este aspecto da vida privada e inventar um novo direito para jogar mais ainda as pessoas umas contra as outras. Então eu passarei a comer em casa apenas.
Quem não topar, que dê meia volta e procure outro lugar.
Tudo o que você falou está perfeito. Eles avisaram antes e o erro foi meu, que deveria ter virado as costas e ido embora. Escrevi isso aí em cima.
Sobre a possibilidade que você criou, vamos a ela. Eu estava no Viena e não no Pax (os dois ficam em praças de alimentação de shoppings). Os ambientes “internos” não diferem muito entre si. Se eu tivesse entrado para tomar um sundae ou comer o rodízio de pizzas, poderia escolher meu lugar tranquilamente. E a propósito, eu estava jantando, comi sobremesa, tomei cafezinho, enfim… Apesar do prato da promoção (minha sopa era do outro cardápio), gastei mais do que se tivesse ido para o rodízio, por exemplo.
A questão é a discriminação e isso não pode acontecer não, desculpe. Se eu fosse jantar a dois, romântico, como você sugeriu, não iria para um restaurante em um shopping com trocentas salas de cinema. Eu poderia estar no mesmo Viena e entrar uma turma de adolescentes para o rodízio de pizzas, e sentar do meu lado.
Passei pela mesma situação no Viena do Plaza Shopping Niterói.
Assim como você, fiz vista grossa para na me estressar na hora. Um absurdo!!!
Total discriminação.
Concordo com o boicote ao Viena.
É realmente um absurdo! O restaurante quer atingir um público maior com um cardápio diferente, mas não pode prestar um atendimento diferente. Boicote ao Viena! bjs