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Altitude, Bolívia, Crise, Dívida, Flamengo, Honra, Manto Sagrado, Patrícia Amorim, Real Potosi, Ronaldinho Gaúcho, Vanderlei Luxemburgo
Como não sou sócio do clube, não adianta nada ficar dando pitaco na mais que rasa política rubro-negra. Em ano de eleição, o pau está comendo solto. Crises reais e plantadas e o diabo, tudo o que estamos acompanhando pelos jornais de folhas ou não.
Se dependesse de mim, do dentuço ao vice de futebol, além da equipe de maquetchim completa, colocava todo mundo na rua, a despeito de multas e quaisquer outros problemas. Mas, se sócio não sou, que dirá presidente… E como não tenho que arcar com multas, dívidas e outras conseqüências, é fácil falar.
De qualquer maneira, se alguém quiser ler o que um torcedor relativamente racional pensa sobre tudo isso, basta clicar aqui.
Então, vamos ao que importa. Lembro muito bem da entrevista que o profexô deu em 2010, dizendo que o plano para o ano seguinte era conquistar o hepta brasileiro. Declarações com clima de promessa. Que foi mudando conforme o time começou a desandar no meio da disputa. Confiando na falta de memória crônica do brasileiro em geral, inclusive e principalmente torcedores, começou o discurso que o projeto mirava a Libertadores.
Assim, o Flamengo entra em campo, logo mais, para jogar a penúltima partida de 2011. A última será na próxima semana. As duas, contra o horroroso Real Potosí – que só faz farofa graças aos 4.000m de altitude – decidirão o futuro do clube na competição continental.
Basicamente, é o resultado dessas duas partidas que dará sentido (ou não) ao resto do ano. Objetivamente, hoje é o jogo mais importante dos anos. Passado e atual.
A essa altura (com trocadilho), o recado é óbvio: que se dane o disse-me-disse; que se dane a grana em atraso; que se dane a ridícula queda de braço entre o profexô, o dentuço e seu irmão mercenário; que se dane a falta ou a chegada de reforços; que se dane todo o resto que não seja a postura de homens que os jogadores devem ter hoje.
Apesar do morro, o adversário é galinha morta. Então, basta entrar em campo para honrar o manto que o resto vem naturalmente. Dadas as circunstâncias, um empate ou até uma derrota simples não seriam resultados ruins. Desde que o Flamengo seja Flamengo.
P.S.: Luxemburgo já deu entrevista falando em cautela, se apoiando na desculpa da altitude. Vai ser ridículo, mas preparem-se para ver um time com 58 volantes hoje.






