08
fev
10

Hei de torcer, torcer, torcer…

Sou nascido e criado em Vila Isabel e, apesar de uma pequena temporada na zona sul, passei o tempo todo entre a terra de Noel, Maracanã e Tijuca.

Apaixonado por futebol, desde sempre, aprendi que a torcida do América cabe em uma Kombi (maldade), que sua sede fica em Campos Sales e que o clube de Lamartine Babo e Tim Maia é o segundo time do coração de qualquer carioca. Tanto que, quando Helena nasceu e para evitar problemas de influências precoces de pais, tios e avôs, decidimos que – pelo menos até que possa escolher por conta própria - seu time é o América (se o tio Luizinho quiser dar um presente…).

De quebra, ainda tive a chance de assistir alguns jogos no campo do Andaraí, onde hoje fica um daqueles templos de consumo onde paulistas (e cariocas muito estranhos) gostam de ‘passear’.

Há alguns anos, o estádio saiu do coração da cidade e foi colocado na baixada fluminense. E hoje, centenário, descobri que o América corre o risco de perder completamente sua identidade. Por causa de algumas dívidas, que não chegam a R$ 3 milhões, o clube pode perder sua sede na rua Campos Sales, 118.

Os torcedores do clube e moradores do bairro já se mobilizam para tentar, pelo menos, pagar uma conta de R$ 1 milhão com a empresa que construiu parte das arquibancadas do estádio Giulite Coutinho, em Édson Passos. È essa conta que justifica a realização do leilão da sede do clube. Além disso, o dinheiro arrecadado (lance mínimo de R$ 9 milhões) também quitaria R$ 1,5 milhão em débitos com o IPTU.

Entendo a ação da torcida, mas sou contra.

Como é que clube e patrocinador (Unimed) ainda não se mexeram para pagar essa conta? Como é que o clube, que tem outros patrimônios muito menos valiosos, não se articulou para resolver o problema? E, do ponto de vista do plano de saúde que tem o slogan “o melhor plano de saúde é viver”, quanto se teria de retorno por salvar um patrimônio da cidade? Acho que torcida e tijucanos tinham que pressionar essa turma.

Vale lembrar que o ponto é extremamente valorizado e as ofertas de novos imóveis na região é inexistente. Ou seja, por R$ 9 milhões, qualquer construtora (inclusive a credora) pode colocar a mão em uma pequena mina de ouro, mas prefiro acreditar que – nesse futebol tão podre quanto sugerem boa parte de nossos cartolas – não há entre os diretores do querido Ameriquinha alguém ou ‘alguéns’ levando bola para empurrar a situação com a barriga e deixar a coisa ir pro vinagre.

Nesta terça acontecerá um abraço à sede e o leilão está marcado para a próxima quinta-feira. Dá tempo de resolver. Vejam trecho de nota publicado no site do clube.

A dívida do clube é com a W.Torres, construtora que obteve autorização judicial para o leilão. Para saldar a dívida, cujo valor é de cerca de 1 milhão de reais, uma campanha foi criada pelos torcedores rubros. O SOS-Sede dispõe da conta 7730-5; agência 3260-3 do Banco do Brasil. Esta conta está em nome da AMAB- Amigos do America da Baixada. A hora é de mostrar a força e chamar a atenção para a causa. Se cada um chamar o máximo de pessoas para participarem desta ação, as chances de sucesso aumentarão cada vez mais.

08
fev
10

Resolvido, por enquanto

Na última sexta-feira, a professora Kátia Rubio foi comunicada pelo COB que não lhe seria exigido a retirada de seu livro Esporte, Educação e Valores Olímpicos do mercado. Apesar da maioria dos grande jornais e TVs brasileiros não terem divulgado o problema, nada como uma repercussão internacional, logo após vencer a disputa para ser olímpica, para consertar algo que sequer devia ter acontecido. Vejam abaixo a nota que foi divulgada.

Em carta enviada nesta sexta-feira (5) à professora Katia Rubio, o COB informa que não adotará qualquer medida judicial ou extrajudicial em referência à citação da designação “olímpicos” e do símbolo olímpico no conteúdo do livro intitulado “Esporte, Educação e Valores Olímpicos”.

Não obstante gozar o símbolo olímpico de proteção internacional por meio do Tratado de Nairóbi sobre Proteção do Símbolo Olímpico de 1981, do qual o Brasil é signatário, e as designações “olímpico” e olimpíada” de proteção via artigo 15, parágrafo segundo, da Lei 9.615, de 1988 (Lei Pelé), sua citação no conteúdo da obra destina-se, apenas, a informar sobre o movimento olímpico e suas atividades, disseminando o valioso este conhecimento sobre o Olimpismo.

Embora o COB tenha se baseado tão somente no aspecto comercial do produto em questão (livro identificado por marca de titularidade do Comitê Olímpico Internacional) para lançar mão de expediente rotineiro que visa apenas resguardar os interesses do próprio Movimento Olímpico, o COB entende tratar-se de produção intelectual e, portanto, que seu conteúdo não fere os direitos do Comitê Olímpico Internacional, cuja proteção no território nacional cabe ao COB.

Diante do exposto, o COB autoriza a publicação e a circulação do livro “Esporte, Educação e Valores Olímpicos”, tal como se encontra nas livrarias à disposição do público.

Comitê Olímpico Brasileiro

Passemos, então, ao problema que continuaremos a ter no futuro. Não vou discutir, por exemplo, a questão dos aros olímpicos formarem uma marca registrada e de propriedade do Comitê Olímpico Internacional. Para mim, é algo que deveria ser de domínio público, uma vez que – representando a união entre todos os povos de todos os continentes – seu objetivo é comunicar o Olimpismo. Mas vá lá que, em um mundo em que tudo é mercado e dinheiro…

Gostaria de chamar a atenção para a Lei Pelé e o mal aprovado parágrafo segundo do artigo 15.

Art. 15. Ao Comitê Olímpico Brasileiro-COB, entidade jurídica de direito privado, compete representar o País nos eventos olímpicos, pan-americanos e outros de igual natureza, no Comitê Olímpico Internacional e nos movimentos olímpicos internacionais, e fomentar o movimento olímpico no território nacional, em conformidade com as disposições da Constituição Federal, bem como com as disposições estatutárias e regulamentares do Comitê Olímpico Internacional e da Carta Olímpica.

§ 2o É privativo do Comitê Olímpico Brasileiro – COB e do Comitê Paraolímpico Brasileiro – CPOB o uso das bandeiras, lemas, hinos e símbolos olímpicos e paraolímpicos, assim como das denominações “jogos olímpicos”, “olimpíadas”, “jogos paraolímpicos” e “paraolimpíadas”, permitida a utilização destas últimas quando se tratar de eventos vinculados ao desporto educacional e de participação. (Redação dada pela Lei nº 9.981, de 2000)

Está lá, na lei, aprovado pelo congresso nacional e sancionado pelo presidente do Brasil de então (e nada mudou no governo atual!!!). Algumas palavras da língua portuguesa têm dono. Isso significa que o problema que aconteceu com a professora Kátia Rúbio pode voltar a acontecer.

É esse o Olimpismo que o COB quer fomentar? É esse tipo de legislação que o Brasil precisa?

Independente do que eu acho, é bom dar uma lida no texto De quem são as Olimpíadas, no blog do Erich Beting. Mesmo sem concordar com algumas coisas, entende-se a lógica de todo o problema.

04
fev
10

Verbetes e expressões (11)

Olímpico

olímpico
[Do lat. olympicu.]

Adjetivo.

1. Pertencente ou relativo ao Olimpo.
2. Pertencente ou relativo aos deuses do Olimpo. [Sin., nessas acepç.: olimpiano.]
3. Olímpio (1).
4. Referente às olimpíadas.
5. Fig. Grandioso, majestoso, divino, nobre, sublime. ~ V. ginástica —a, gol —, jogos —s e piscina —a.

•••

Entre os significados e explicações dadas pelo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, acima, guardem especialmente o número cinco: grandioso, majestoso, divino, nobre, sublime.

Isso é importante porque vou falar sobre o COB, o Comitê Olímpico Brasileiro, entidade que deveria – entre outras muitas coisas – dar exemplos baseados no espírito olímpico. Mas não é o que acontece. Duvidam?

Você sabe o que é Olimpismo?
O documento que orienta tudo o que diz respeito à organização do COI, dos comitês olímpicos nacionais, organização dos jogos, além de posturas e atitudes que devem nortear tudo isso é a Carta Olímpica (original, em inglês). Dela constam os seis princípios fundamentais do Olimpismo, dos quais eu destaco os dois primeiros:

1. O Olimpismo é uma filosofia de vida que exalta e combina, de uma forma equilibrada, um conjunto de qualidades do corpo, da vontade e do espírito. Aliando o desporto à cultura e à educação, o olimpismo visa criar um estilo de vida fundado sob a alegria do esforço, o valor educativo do bom exemplo e o respeito por princípios éticos universais.

2. O propósito do Olimpismo é o de colocar o desporto ao serviço do desenvolvimento harmonioso do homem, para promover uma sociedade pacífica e empenhada na preservação da dignidade humana.

Censura
A professora Kátia Rubio, que há 15 anos se dedica a projetos de educação ligados à questão olímpica, publicou (e enviou uma cópia para o COB) o livro Esporte, Educação e Valores Olímpicos, para ser usado como livro didático.

Pois o COB notificou a professora, em documento assinado pelo vice-presidente André Richer, de que o livro deveria ser recolhido, pois “o uso dos termos ‘olímpico’, ‘olímpica’, ‘olimpíada’, ‘Jogos Olímpicos’ e suas variações… são de uso privativo do Comitê Olímpico Brasileiro no território brasileiro.”

Como assim? O COB se apropriou de palavras da língua portuguesa? Pior, o COI e todas entidades nacionais se apropriaram de uma família de palavras em todas as línguas? Isso significa que posso ser processado por usar essas palavras aqui no blog, assim como o Globo ou a ESPN Brasil, cada vez que utilizarem essas palavras? Meu Deus, vão processar e mandar recolher nossos dicionários!!!!

Sediamos um Panamericano em 2007 e vamos receber os Jogos de 2016. Justamente no momento em que o comitê olímpico deveria estar fomentando estudos, pesquisas e quaisquer outras atividades que apontassem para o desenvolvimento do esporte e ao seu papel social, a entidade máxima do esporte brasileiro (presidida por um ex-atleta olímpico, é bom que se diga), manda recolher um livro que trata do tema. Não é fantástico? Não é uma atitude grandiosa, majestosa, divina, nobre, sublime? Enfim, qualquer semelhança ou inspiração em um regime ditatorial é mera coincidência.

Pois é, a professora Kátia Rubio é só uma das pessoas que estudam e escrevem sobre o tema no Brasil. No caso dela, há 15 anos e com 15 livros publicados, além de mais um que já está no prelo.

Há solução
Na verdade, o que está acontecendo é que o próprio Comitê Olímpico Brasileiro vai contra a Carta Olímpica e os princípios básicos do olimpismo. Nada mais sintomático da empáfia e soberba de seu presidente e, pelo jeito, de sua claque.

Mas essa atitude do COB não é exclusividade tupiniquim. Segue abaixo o texto (publicado no CEV) de Gustavo Pires, professor da Universidade Técnica de Lisboa, sobre o assunto. A diferença é que na terra de Cabral, a justiça resolveu. Como será que nosso poder judiciário se posicionará a respeito?

A família olímpica

Há pessoas que no âmbito do Movimento Olímpico se julgam no direito de decidir quem pode e quem não pode dedicar-se ao estudo e à investigação das questões do Olimpismo. Na sua profunda ignorância e pesporrência estão convencidos que são proprietários de algo que os transcende. Quer eles queiram quer não, o Olimpismo é propriedade da Humanidade e não de uma qualquer casta que numa atitude profundamente xenófoba se gosta de chamar a si própria de “família olímpica”.

Em Portugal, os dirigentes do Comité Olímpico de Portugal (COP) também se julgavam no direito de decidir quem podia ou não utilizar as palavras olímpico, Olimpismo ou, entre outras, Jogos Olímpicos, convencidos de que eram proprietários não só dos conceitos em si, como das próprias palavras que pertencem, como qualquer pessoa de bom senso sabe, à língua portuguesa e aos seus falantes.

Em conformidade, pretenderam acabar com uma organização de seu nome Fórum Olímpico de Portugal.

Para o efeito, contrataram um dos maiores escritórios de advogados do país mas o tiro saiu-lhes pela culatra.

Os Tribunais portugueses decidiram que a lei não lhes concedia o monopólio do uso das palavras pelo que o Fórum Olímpico de Portugal continua de boa saúde a produzir conhecimento na área do Olimpismo.

Entretanto, tomamos conhecimento que o Comité Olímpico Brasileiro (COB) quer obrigar uma investigadora da Universidade de São Paulo de seu nome Kátia Rúbio que investiga e publica há vários anos sobre a problemática do Olimpismo, a recolher o seu último livro intitulado “Esporte, Educação e Valores Olímpicos”! Tal como cá, os caras lá do Brasil também se julgam proprietários das palavras olímpico, olímpica, olimpíada, Jogos Olímpicos e suas variações…!!!

Há uns anos, tivemos a oportunidade de assistir no Rio de Janeiro a uma conferência sobre Olimpismo proferida precisamente pelo presidente do COB.

O que a generalidade das pessoas no fim da conferência comentou foi que o cara falou de dinheiro, de muito dinheiro, de marketing, de investimentos e de todos os termos possíveis e imaginários na área económica e financeira, contudo, ninguém o ouviu falar de Olimpismo, de valores do desporto, de educação ou de desenvolvimento humano.

O problema é que, como a generalidade dos dirigentes do Movimento Olímpico não fala sobre o Olimpismo e os seus valores, quer obrigar os outros a fazer o mesmo.

Não poderá Lula da Silva meter o sujeitinho na ordem.

Em Portugal foram os Tribunais através dos doutos acórdãos dos juízes que o fizeram.

O processo pode ser consultado em: www.forumolimpico.org.

Gustavo Pires

03
fev
10

Muito movimento

A F1 2010 começou movimentadíssima, e um tanto estranha é verdade. Há muito tempo não se via uma pré-temporada com tanta coisa acontecendo. Na verdade, a confusão começou ainda no primeiro semestre do ano passado, quando a FIA abriu inscrições para novas equipes. E ainda falta muita coisa para acontecer até o dia 14 de março, data da abertura do campeonato, na pista da Marina de Yas, no Bahrein.

É por isso que, depois de passar um mês sem escrever, a F1 aparece tanto por aqui. Mas, depois de hoje, entrarei em um ritmo normal e tentarei não deixar o blog monocórdico.

Novatas
A Virgin apresentou hoje seu carro e a Lotus mostrará sua barata no dia 12. Mas há uma grande dúvida sobre USF1 e Campos. Quando Bernie Ecclestone disse que não acreditava que todas as novas equipes conseguiriam participar do campeonato, apontando para as duas equipes, houve grita dos respectivos donos e garantias de que alinhariam para a primeira corrida.

O que já se sabe é que o time espanhol está realmente em dificuldade, fechou um acordo com Tony Teixeira (dono da quase extinta A1 GP, a categoria em que os carros representam países), mas que isso não garante a grana necessária para o ano inteiro. Por enquanto, dá-se como certo que estarão na corrida barenita, mas não se sabe nada sobre o resto da temporada. Bruno Senna é, por enquanto, o único piloto do time, e ninguém sabe o tamanho da roubada em que se meteu o primeiro sobrinho.

Já o time estadunidense não apresentou nada além de um vídeo da fábrica, mostrando que estão trabalhando e tal. Por conta da grana, a FIA liberou testes exclusivos em uma pista norte-americana, tudo em nome da redução de custos. Mas já há um piloto, o obscuro argentino Jose Maria Lopez, destaque em categorias de turismo de seu país, e que abocanhou um patrocínio de US$ 2 milhões do próprio governo argentino. Fora isso, nada mais a declarar.

Sérvia
Zoran Stefanovic, dono da Stefan GP, fechou um acordo com a Toyota, comprando seus projetos para 2010 e assegurando uma parceria técnica que conta, inclusive, com o fornecimento de motores. Seu objetivo era ocupar a vaga da fábrica nipônica que abandonou a categoria. Como Peter Sauber recomprou sua equipe e voltou à disputa, justamente no lugar da Toyota, resta aos sérvios fazer pressão sobre os dois times que têm a vida indefinida.

E bota pressão nisso. Ontem, em seu site oficial, anunciaram que vão levar todo seu material (inclusive carros?) para a abertura do campeonato, mesmo sem inscrição no mundial. Loucura? Ousadia? Ou será que eles sabem de alguma coisa que nós não sabemos? Essa é a minha aposta.

Outro anúncio de ontem é que a equipe, apesar de não ter nenhum piloto apresentado, estará no Algarve de 25 a 28 de fevereiro, data de testes coletivos da FIA em Barcelona. Sabe-se que negociaram com Nelsinho Piquet, mas as dicas que deram apontam para Nakajima. E aí reside uma curiosidade: se a Campos falhar, Bernie seria um provável intermediário para a contratação de Senna pelo novo time, o que reeditaria uma dupla de sobrenomes que correram juntos na Lotus, a legítima.

Apenas para registro, é bom saber que Bernie – o dono da bola ($$$) – apóia o time e já tentou aprovar a participação de 14 equipes. Qual será o pulo do gato?

Fora da lei
Pelos carros que estão em Valência para os primeiros testes, já deu pra perceber que a regra dos difusores pode dar muita dor de cabeça. Pelas imagens divulgadas até agora, parece que há alguns fora da lei. Resta saber se alguém irá reclamar.

A volta dos que não foram
Chega a ser engraçado que as matérias sobre os testes dêem destaque para os tempos de volta de cada piloto, quando todo mundo sabe que isso é o menos importante por enquanto. Mesmo assim, já deu pra perceber que a Ferrari estará na disputa, que Massa voltou inteiro e fará uma boa briga com Alonso, que Schumacher já andou melhor que seu companheiro de equipe e que a Sauber promete ser a surpresa do ano.

03
fev
10

Virgem

E apareceu o carro da primeira novata da Fórmula 1. Como podem ver na foto, um desenho um tanto conservador, sob alguns aspectos, se comparado com os outros sete carros já apresentados até agora.

A primeira coisa a se destacar no modelo é que sua concepção foi toda no computador, sem o uso do túnel de vento, utilizando a dinâmica de fluídos computacionais (CFD), tecnologia que simula todo o fluxo de ar no carro. Para efeito de economia, é uma grande sacada. Resta saber se será eficiente. Mas dificilmente teremos essa resposta neste ano.

A Virgin utilizará o motor Cosworth e pagará pelo noviciado na categoria. Ou seja, não deve ter grandes expectativas além de ser a melhor novata. A vantagem é que não falta dinheiro nem conhecimento técnico, pois a Manor – equipe original que ‘vendeu’ o nome ao multiempresário Richard Branson – sempre foi bem estruturada e conseguiu muitos bons resultados em categorias menores.

Outro destaque é o fato de não ser mais um filhote da Red Bull 2009 de Adrian Newey. O bico é bem estreito, não tão alto, e a asa dianteira é bem simples. As semelhanças com outros modelos apresentados estão nas ‘abas’ que surgem ao longo do bico (uma tentativa de compensar com a aerodinâmica a perda de aderência com a diminuição dos pneus dianteiros) e no cofre do motor, com uma solução próxima à Mercedes: nem as horrorosas ‘bigornas’ ou ‘barbatanas’, nem sua ausência total (como fez a Ferrari). Em geral, um carro simples. Mas quem disse que simplicidade é inimiga da eficiência?

Por fim, a pintura rubro-negra, claro, agradou. Além disso, será fácil identificar o carro na pista, não há nada parecido. Por enquanto, o único senão são os detalhes ‘tribais’ na asa dianteira, cofre do motor e laterais do aerofólio.

O próximo lançamento acontece na terça, da Force India.

01
fev
10

“São o espelho e a crônica resumida da época”

Stratford Upon-Avon é uma cidadezinha inglesa, famosa por ser o local de nascimento de William Shakespeare. Situada a pouco mais de 130 quilômetros a nordeste de Londres, o povoado que abriga pouco mais de 23 mil pessoas, recebe cerca de 3 milhões de turistas por ano, que visitam as casas do autor de Hamlet, de sua família e amigos, e os primeiros teatros que exibiram as peças do sujeito. Enfim, a cidade é muito bonitinha, mas há coisas mais interessantes para se visitar na terra da rainha.

Outra característica da cidade é que se distancia menos de 50 quilômetros de Silverstone, berço da Fórmula 1 moderna,  e - agora - chegamos ao que interessa, pois um outro sujeito que nasceu em Stratford Upon-Avon foi Adrian Newey. Engenheiro e projetista que já foi considerado o cara, já passou a ultrapassado e – parece – voltou a ocupar o posto de gênio da raça.

Estamos falando do responsável por criar carros como as Williams de Prost, Mansell, Hill e Villeneuve, além da McLaren bi-campeã com Mika Hakkinen em 98 e 99. Hoje, o inglês está na Red Bull e, em 2009, projetou o melhor carro do ano, nitidamente prejudicado pelas interpretações de regulamento que, no início da temporada passada, deram enorme vantagem à novata Brawn GP.

Pois começaram hoje os testes para a temporada 2010 e sete equipes estão presentes e já apresentaram seus carros. Mas vocês poderão notar que a obra criada por Newey em 2009 é forte referência para a maioria dos novos bólidos. Curiosamente, a Red Bull não está em Valência e a expectativa para se conhecer o novo projeto de Newey é grande. Será que o carro das bebidas energéticas será apenas uma evolução do modelo anterior ou mostrará algo novo, derrubando os concorrentes copiadores?

31
jan
10

Uma nega maluca me apareceu




Twitter: pensando rápido

Erro: Twitter não respondeu. por favor aguarde alguns minutos e recarregue essa página.

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